projeto
apiacás arquitetos
2022 - hoje
Rio de Janeiro - RJ
área
18.000 m²
Arquitetura em preexistência,
retrofit e restauro
Sede histórica, estádio e clube
status
em andamento
programa
esportivo
autores
Acácia Furuya
Anderson Freitas
Pedro Barros
equipe apiacás
Augusto Salzano
Beatriz Paiva
Bettina Mendieta
Caio Altman
Isabella Caramuru
Karina Rebello
Gabriela da Silva Pinto
Geysisvanda Mendes
Juliana de Araújo Antunes
Pedro Cotrim
Ronnie Almeida
Maria Paula Simonsen
Marina Saboya
Nathan Montanari
Viviane Baldi
Yona toledo
colaboradores
Ciro Felice Pirondi
Olívia Mafaltti Buscariolli
Encopetro Engenharia
memorial:
A proposta para a sede do Fluminense, em Laranjeiras, parte das demandas apresentadas pela atual
diretoria do Fluminense Football Club, voltadas à reativação do uso do estádio, à ampliação das atividades esportivas e sociais do clube e à qualificação da infraestrutura destinada às diferentes modalidades praticadas. O objetivo é promover uma intervenção capaz de atualizar o conjunto para suas necessidades contemporâneas, sem comprometer o valor histórico, urbano e arquitetônico da sede, reconhecida como um dos patrimônios esportivos mais significativos do país.
O projeto se estrutura a partir de um plano diretor aprovado pelas instâncias de preservação patrimonial municipal e estadual. Sua estratégia inicial consiste em um processo de “saneamento” arquitetônico e funcional, voltado à recuperação das qualidades originais do conjunto e à compatibilização dessas permanências com novas intervenções necessárias ao funcionamento contínuo e qualificado das atividades do clube.
No estádio Presidente Manoel Schwartz, as arquibancadas serão regularizadas por meio da implantação
de novos eixos de circulação, em conformidade com os parâmetros da CBF e com as normas vigentes de segurança e acessibilidade. Esses percursos se articulam aos acessos das duas novas esplanadas propostas nas extremidades do estádio, concebidas como áreas de descompressão, encontro e conexão com os demais programas da sede.
Mais do que resolver demandas operacionais, as esplanadas têm papel urbano fundamental: ao substituir
o muro existente, que há décadas interrompe a relação entre o clube e a cidade, elas restituem ao estádio
uma desejada interface pública. Essa operação procura reverter simbolicamente os efeitos da intervenção
realizada pelo Estado nos anos 1960, quando parte das arquibancadas do estádio foi demolida, enfraquecendo sua presença urbana e sua função social como equipamento coletivo.










